Continua a crescer o número de falantes de português como língua estrangeira na nossa escola.
Atualmente, saber português torna-se, pois, importante para um número crescente de cidadãos do mundo, devendo-se esse interesse a variadas razões.
Neste ano letivo de 2012 / 2013, os cursos de PFOL integram um total de 270 formandos de diversas proveniências: Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh, China, Síria, Lesoto, Guiné-Bissau, Angola, Nigéria, Senegal, Gâmbia, Guiné-Conacri, Costa-Rica, Espanha, Alemanha, Áustria, República Checa, Roménia, Moldávia, Bulgária, Rússia, Ucrânia etc
São quatro as docentes/formadoras que lecionam estes cursos.
Docentes: Ana Maria Bayan, Ana Maria Rivotti, Eveline Pereira, Maria José Capelo.
Não nos esqueçamos que "O direito à igualdade e à cidadania passa, necessariamente, pelo domínio da língua e da cultura que lhe está subjacente."
É, assim, que a equipa pedagógica dos cursos de PFOL se regozija por, mais uma vez, poder ver que "O mundo cabe na nossa escola".
TEXTOS PRODUZIDOS PELOS FORMANDOS DA TURMA DE NPL - B1 / B2
1. Os tempos Livres
Na Rússia, as pessoas passam as férias de um modo diferente. A geração mais velha passa as férias na casa de campo. Gostam de cultivar os seus legumes, tratar das árvores de fruta, de plantar flores, de conversar com os amigos e vizinhos e de se encontrar com os netos que descansam com eles.
A geração de meia idade viaja para países de clima mais quente como a Turquia e o Egito. Viajam para o sul do país, para o Mar de Azov e para o Mar Negro.
A geração mais nova viaja pela Rússia. Visita as cidades mais interessantes como Moscovo, São Petersburgo, Sochi e outras. Os estudantes, tal como outros jovens, gostam muito de fazer excursões, cantando as suas canções ao som da guitarra e à volta da fogueira. Gostam de estar em contacto com a natureza, de andar de canoa para testar as suas possibilidades. As crianças, em idade escolar, vão frquentemente para os acampamentos, onde praticam desporto o que contribui para a sua saúde.
No Inverno, algumas pessoas gostam de visitar as estâncias nas montanhas, onde praticam esqui e outros desportos de inverno. Preferem viajar para países onde neva muito como a Noruega, a Finlãndia, a Áustria, a França.
As famílias que têm crianças preferem passar as férias do Natal na pátria do Pai Natal, numa aldeia pequena do Norte, que segundo a lenda o Pai Natal vive numa casa de madeira muito bonita e perto da sua casa há figuras de gelo como animais, castelos pequenos, balouços etc.
Assim, podemos verificar que as pessoas passam as suas férias de diferentes modos, dependendo da idade, da meneira de ser, dos hábitos, das necessidades. Mas todos têm em comum o desejo de relaxar, de ser feliz, de passar bem o tempo de modo a regressar ao trabalho com mais energia.
Ekaterina Kozlova, aluna de nacionalidade russa
2. Quando visitamos outros países, devemos informar-nos sobre os hábitos e costumes desses países.
Concorda com esta afirmação? Pensa que devemos respeitar todos os hábitos e tradições dos outros países? Era capaz de abdicar dos seus hábitos, tradições e costumes para viver?
1.
Para mim, há duas situações diferentes. Uma coisa, é quando se vai viajar para outro país. Nesse caso, os hábitos e tradições desse país devem ser interessantes para essa pessoa, mas podem não ser necessários para cumprir. Como essa pessoa vai estar pouco tempo nesse país, pode não conhecer todos os hábitos e tradições e pode às vezes, como cumprimento, seguir os costumes das pessoas do país onde está.
Há outra situação, é quando a pessoa quer viver noutro país. Nesse caso, as tradições e hábitos desse país devem ser muito importantes para essa pessoa. Acho que os estrangeiros não se devem esquecer das suas tradições, mas devem tratar os costumes do outro país com grande respeito e, como é possível, seguí-los, respeitá-los. Com certeza, que às vezes, as suas e outras tradições podem ser contrárias, e nesse caso, é preciso procurar um compromisso. Para mim, isso é inaceitável, pois os estrangeiros só seguem as suas tradições, porque estão noutro país, onde costumam viver de outra maneira. Na Rússia há um provérbio que diz: "Com as suas regras, com os seus regulamentos ou com as suas normas, não vá a outro mosteiro". E nesse caso é verdade.
Viktoria Ignáteva, aluna de nacionalidade russa
2.
Quando visitamos outros países, devemos informar-nos sobre os hábitos e costumes desses países, para conhecê-los e evitar, assim, situações ambaraçosas. Também devemos conhecer as leis e a constituição desses países para onde queremos viajar, ou para passar férias ou, pelo contrário, se queremos lá viver. Desse modo nunca teremos problemas com a polícia e com outras instituições judiciárias. É muito importante conhecer que tipo de comida ou que refeições se comem nesses países e outras coisas como por exemplo, como gostam de passar o tempo livre. Eu penso que há países e povos, onde devemos respeitar todos os seus hábitos e tradições e há outros povos que não se importam, que são mais tolerantes.
Eu era capaz de abdicar dos meus hábitos, tradições e costumes se tivesse de viver noutro país, porque quando vamos viver para outro país da Europa ou de outro continente não se pode viver sozinho, ficar isolado. Sentimos necessidade de conhecer outras pessoas, de fazer novas amizades e de nos integrarmos na sociedade, preocuparmo-nos com a procura de um emprego e, assim, podemos fazer frente à vida mais facilmente. Por isso, eu abdiquei dos meus hábitos e costumes quando fiquei mais de cinco anos em Espanha. Ali, naquele tempo, eu conheci novos amigos, na cidade onde vivia. Encontrei um trabalho numa empresa de construção e neste lugar conheci novas pessoas, enquanto trabalhava com elas. Gostei muito da comida típica e tradicional da Espanha e aprendi a falar a língua espanhola. Assim, podia falar com os meus amigos sobre diferentes temas. Quando tinha tempo livre, ia com os meus colegas, no verão para as praias para apanhar sol. Tomávamos juntos algumas cervejas e também íamos ao cinema ou ficávamos em casa de um amigo para o jantar, quando me convidavam. Deste modo, posso dizer que a minha vida era divertida.
Vasile Taiga, aluno de nacionalidade romena
2.Tema: a língua e as tecnologias modernas
As novas tecnologias trouxeram outros tipos de linguagem. Quando os jovens comunicam entre si, podemos ver novas palavras que nunca tínhamos visto. Esta nova linguagem nasceu pela necessidade de rapidez na comunicação.
"Oi! Td bem? Kuando e K nox encontrmx?"
. Acha que este tipo de linguagem pode prejudicar as nossas línguas?
. Pensa que devemos proibir os jovens de utilizar este tipo de linguagem para defender as línguas?
. Acha que no futuro, as línguas vão ficar reduzidas a esta forma?
1.
Sem dúvida que as tecnologias modernas têm efeito nas línguas. O português não é exceção. Mesmo assim, mudar uma língua nem sempre significa mudar para pior. No final de contas, cada língua muda com o tempo, com as tecnologias modernas ou sem elas. A língua muda para facilitar o uso aos seus falantes. Isso é uma coisa prática. Uma língua devia servir como um meio para comunicar e, portanto, ser vantajoso para que a comunicação corra mais facilmente. É por esses motivos que temos de deixar que a língua mude. Entretanto, para uma língua ser usável, precisamos de um consenso quanto à sua forma. Se cada pessoa criar uma língua própria, não nos vamos entender! E é isso que está a acontecer agora com as tecnologias modernas. Pessoas, ou grupos de pessoas, criam linguagens que são difíceis de entender. Isso cria um efeito indesejável que prejudica a comunicação escrita. Então, qual é a solução para esta questão?
Na verdade, eu acho que não há solução. É impossível e contraproducente proibir as pessoas utilizarem linguagens novas. Não é possível por razões técnicas, pois quem e como é que se vai controlar as milhares de mensagens enviadas por dia? E, sobretudo, porque a censura nunca traz nada de bom.
Como as línguas vão ser no futuro, é difícil prever. Não acredito que as revistas e escritores comecem a usar a linguagem das SMS para transmitir notícias ou arte. Contudo, ninguém sabe o que irá acontecer dentro de 500 ou 1000 anos. Talvez falemos todos inglês, mandarim, árabe ou alguma língua totalmente nova.
Mikolás Janota, aluno de nacionalidade checa
2.
O tema das línguas e das novas tecnologias, para mim, é muito importante. Tal como em português, também em russo, os jovens têm tornado as nossa língua mais feia.Quando alguém me escreve uma mensagem como a do exemplo, eu não quero responder. E porquê? Porque acho que as pessoas inteligentes e educadas não podem usar palavras que não existem numa língua. Para além disso, essas palavras são muito estranhas.
Para mim a utilização de palavras como, "Kuando", "nox" etc, é confuso pelo facto do número de letras da palavra original e da palavra modificada ser igual. Portanto, eu não vejo razão para a utilização de palavras modificadas. Tenho mesmo a opinião de que isso é indício de ignorância.
Apesar disso, os jovens utilizam permanentemente essa linguagem estranha. Acho que isso é uma tentativa peculiar de mostrar a sua originalidade e independência.
Penso que não vamos conseguir proibir os jovens de utilizarem essa forma de linguagem. Mas espero que esse fenómeno seja temporário e que nós voltemos a ver as nossas línguas puras e lindas.
Viktoria Ignáteva, aluna de nacionalidade russa
3. Tema: Estão as cartas em vias de extinsão?
1.
Na minha opinião, a carta como folha de
papel com uma mensagem para uma ou mais pessoas, utiliza-se cada vez menos. Mas
considero que “a carta” ainda é importante para a nossa sociedade, daí que nas
escolas ainda se ensine a escrevê-la. Ainda é importante para
candidatar-se para entrar na universidade, para pedir um trabalho ou mesmo
para apresentar uma reclamação.
No entanto, considero que o propósito
de uma carta, a comunicação formal duma mensagem, é mesmo utilizada todos os
dias, não pelo papel mas sim pelo meio eletrónico (email).
Portanto, não acredito que as cartas
estejam em vias de extinsão. O que se passa é que estão a evoluir.
As cartas de amor?
Concordo com a afirmação de que hoje
ninguém escreve cartas de amor, porque no nosso tempo tudo corre depressa e os
namoros longos são um pouco antiquados e estranhos.
Um sms romántico?
Porque não há cartas de amor, não quer
dizer que o romance tenha acabado. A necessidade de comunicar o amor está em
toda a parte; nos filmes, nas canções, nas paredes, nos livros e porque não nos
sms?
Lynn Monge, aluna de nacionalidade costariquenha
2.
Eu penso que, no futuro, as pessoas não vão deixar de escrever cartas porque, na minha opinião, receber, por exemplo, os parabéns por carta de papel, é mais agradável do que por SMS ou por mensagem eletrónica. Quando eu seguro a carta de papel, sinto uma emoção positiva ou negativa, depende da informação que está dentro da carta.
Houve uma época, no meu país, em que a maior parte das pessoas dizia que os livros, teatros, circo etc iam desaparecer, que só ia ficar a televisão.
Mas, felizmente, não aconteceu nada disso, nem nunca poderá acontecer.
Mas as cartas têm aspetos positivos. Podemos segurá-las na mão e as letras não são virtuais e, por isso, não desaparecem como as do computador ou do telemóvel, quando temos algum problema com estes instrumentos. E há ainda uma coisa importante.É que
para receber um SMS ou uma mensagem eletrónica, é preciso ter um computador ou um telemóvel com acesso à internet
Quanto aos aspetos negativos das cartas, podemos dizer que a carta de papel não é rápida. Uma mensagem eletrónica ou um SMS chegam rapidamente ao destino. Eu não deixo definitivamente as cartas de papel. Uso-as para a comunicação para mostrar a minha sinceridade. Uso SMS e mensagens eletrónicas porque é rápido e não necessito de ir aos correios.
Tenho a certeza de que, no futuro, as novas tecnologias e as várias formas de comunicação vão coexistir num espaço com bons vizinhos.
4. Falar sobre os Direitos Humanos
1.
Quando falamos de direitos do homem, falamos de lutas, de consensos, de gerações e de gerações de pessoas, de pensadores, filósofos, economistas, sociólogos e de pessoas que criaram um texto, se calhar, um manuscrito com as necessidades básicas que todo o cidadão deve ter e que os governos não podem deixar que as pessoas vivam sem esses direitos básicos.
Direitos como, o de não viver em escravidão ou servidão, como o de não ser submetido à tortura, como o de ser igual perante a lei, como o de poder escolher o sexo, a religião, como o de poder circular livremente. Mas não é apenas isso, como coisas básicas que não se verificam atualmente, como o de ter uma casa digna, um trabalho, liberdade de expressão. São direitos que os políticos tentaram abolir e que nós, os cidadãos, já não temos força para lutar pelo que é nosso.
Oxalá a cidadania escolha melhores políticos, que mudem o sistema obsoleto em que vivemos, para que, no mínimo, se cumpram os direitos básicos, comuns em quase todos os países do mundo.
Mario Gutiérrez, aluno de nacionalidade espanhola
5. "Em muitos países as pessoas vivem num sistema de economia fictícia. As pessoas gastam muito dinheiro nas suas atividades de tempos livres, mesmo quando não ganham o suficiente para isso ...."
1.
Eu conheci muitas pessoas que não ganham o suficiente para viajar e usaram os créditos bancários para o fazer.
Acho que as linhas de crédito são um fator negativo na vida das pessoas. Porquê? Porque as pessoas usam-nas, por exemplo, para as férias e depois, têm de trabalhar mais, ou têm de poupar em algumas coisas de que necessitam mais (do que uma viagem).
Acho que todos os países têm muitos lugares de interesse e nem todas as pessoas conhecem bem o seu país. Por essa razão até deviam passar as férias dentro do país. Deste modo gastam menos dinheiro do que numa viagem fora do país. Por exemplo, não precisam de comprar um bilhete de avião. Viajar dentro do país também é uma boa escolha para alguém que não sabe outras línguas. Mas caso alguém queira viajar para outro país, também pode fazer isso com pouco dinheiro. Os bilhetes de avião, os hotéis são mais baratos na estação baixa. E, claro que, às vezes, as empresas que trabalham na área de turismo, fazem alguns descontos. É preciso ter em conta tudo isto. Não é muito difícil ter atividades interessantes de tempos livres com pouco dinheiro.
Concluindo, acho que nem sempre o dinheiro traz felicidade. É possível ter umas boas férias com pouco dinheiro.
Victoria Shatova, aluna de nacionalidade russa
2.
Relativamente a este assunto, "Linhas de crédito bancário - fator positivo ou negativo na vida das pessoas?", penso que estas linhas de crédito podem ser um fator positivo ou negativo. Depende das pessoas e das situações. Quando alguém está numa situação de emergência (por exemplo, quando uma pessoa está doente ou não pode trabalhar e ganhar dinheiro), um crédito bancário pode ser necessário e prestável. Mas os créditos bancários podem causar dependências enormes porque os juros aumentam. Por isso, na minha opinião, os créditos bancários para viagens, por exemplo, são um fator mais negativo.
Quanto às atividades de tempos livres com pouco dinheiro, penso que são possíveis. no caso de alguém não ter muito dinheiro, não pode comprar tudo o que quer e não pode comprar o mais caro. Mas é possível fazer desporto (das duas uma: ou não precisa de equipamento especial ou pode pedir emprestado). Também é possívosel ler livros, encontrar-se com amigos ou viajar (neste caso, não pode escolher um hotel caro ou um destino exótico).
Relativamente à questão, "o dinheiro traz felicidade?", existe um provérbio alemão que diz: o dinheiro não traz felicidade, mas acalma muito. Acho que muitas coisas são mais fáceis com dinheiro. Mas para se ser feliz, são necessárias outras coisas: saúde, família, satisfação com a vida ...
Acho que não se pode ser feliz, se se está sempre a pensar no que não se pode fazer ou no que não se tem. Penso que há outras questões que devem ter mais relevância: "estou com saúde? A família está sã? Tenho dinheiro suficiente para viver, para comprar roupa necessária, para aquilo que é necessário para a vida diária?
Barbara Neumann, aluna de nacionalidade alemã
3.
Empréstimos para férias é uma coisa arriscada para o banco e também para os clientes.Uma família pode facilmente entrar em dívida que não pode satisfazer. Portanto, isso não é vantajoso para o banco também. Neste caso, não há bens que o banco possa vender para recuperar o dinheiro emprestado ( como por exemplo uma casa no caso das hipotecas). No fim de contas, linhas de crédito para fazer viagens não são desejáveis porque induzem um risco grande.
Eu acredito que é possível desfrutar de tempos livres e não gastar muito dinheiro. Claro que depende do tamanho da família. Para uma família grande, um preço de qualquer atividade acresce muito. Mas ainda acho que é possível encontrar coisas para fazer sem viajar para muito longe de casa.
Todos os países têm coisas interessantes para descobrir. Na minha opinião, Portugal é um país ideal para explorar. Sobretudo, é possível arranjar comida e alojamento a preços razoáveis (por exemplo, fazer campismo). Portanto, os portugueses têm muitas oportunidades para fazer férias no seu próprio país sem gastar muito.
Apesar de tudo isso, ter dinheiro ajuda. E não só para fazer férias. A vida geralmente é mais fácil quando temos dinheiro para fazer aquilo que queremos fazer. Ou seja, é aborrecido quando há alguma coisa de que precisamos ou queremos e não temos dinheiro para a obter.
Mas dinheiro também representa um perigo. Para ganhar dinheiro temos de trabalhar, e diferentes tipos de trabalho rendem diferentes salários. Portanto, dinheiro (ou a visão de um salário alto) pode influenciar o tipo de trabalho que as pessoas escolhem. É isso, que é perigoso, porque as pessoas podem escolher um trabalho que não as faz felizes. Consequentemente, algumas pessoas ganham muito dinheiro num trabalho de que não gostam. Isso não vale a pena. Gastamos imenso tempo no local do nosso trabalho, normalmente mais do que com os tempos livres e, assim, é melhor sacrificar um salário alto por um trabalho de que gostamos.
Para concluir a pergunta "se dinheiro traz felicidade", não há uma resposta linear. Quando temos muito pouco dinheiro e não podemos fazer o que queremos , é muito chato. Mas quando trabalhamos sempre para ganhar muito dinheiro num trabalho de que não gostamos, é igualmente aborrecido. Então, qual é o cenário ideal? Creio que isso é uma coisa muito individual. Cada um tem de encontrar
um ponto que lhe traga felicidade na vida social e profissional.
Mikolás Janota
6. Escolher um poeta famoso do seu país e falar da sua obra
1.
Federico García Lorca
Federico García Lorca nasceu e morreu
no sul de Espanha, numa aldeia de
Granada. Foi um poeta e dramaturgo espanhol, e uma das primeiras vítimas da
Guerra Civil Espanhola pelo facto de defeneder os ideais da República Espanhola
e por ser homossexual. Foi amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador
Dali.
Com o fim do regime, e o regresso do país à democracia, finalmente a sua terra natal veio render-lhe homenagem, sendo hoje considerado o maior autor espanhol
desde Miguel de Cervantes. Lorca tornou-se o mais notável dos poetas surgidos
durante a guerra. Fez parte de uma geração conhecida como "geração de
27", tendo sido um dos maiores poetas do século XX. Como dramaturgo, Lorca
destacou-se no drama histórico e na farsa antes de obter sucesso com a
tragédia. As três tragédias rurais passadas na Andaluzia, Bodas de Sangue,
Yerma e A Casa de Bernarda Alba asseguraram a sua posição como grande
dramaturgo.
Lorca foi defensor da República e um ativista
de esquerda. Em 1934, declarou:
"sempre estarei ao lado dos que não têm nada". Assinava com
frequência manifestos antifascistas e mantinha vínculos com organizações como o
Socorro Rojo Internacional. Considerava
que a tomada de Granada aos mulçumanos durante a reconquista tinha sido um desastre que levou ao povoamento da
região "pela pior burguesia da Espanha atual". A sua morte está
fortemente associada à perseguição de esquerdistas.
Eva Dominguez Gonzalez, aluna de nacionalidade espanhola
Maria Isabel Carvajal, conhecida no
mundo literário como Carmen Lyra, nasce em 1887 na Costa Rica. O seu pseudónimo
artístico, Carmen, deve-se ao lugar onde nasceu e Lyra ao instrumento que
tocava quando era pequena.
Carmen Lyra formou-se no” Colegio
Superior de Señoritas”, onde estudou
para ser educadora. Desde sempre, esteve sempre muito comprometida com a
luta social, escreveu para muitos jornais e revistas e participou ativamente no
“Centro Germinal” dedicando-se ao estuio e divulgação dos problemas políticos,
sociais e económicos pelos quais atravessava o país.
Escreveu vários livros para crianças
como “ En una silla de ruedas” ( Numa cadeira de rodas), “¿Qué habrá sido de
ella?” ( Que teria acontecido com ela?), “La cucarachita Madinga” (A baratinha
Mandinga), mas sem dúvida foi “Los Cuentos de mi tía Panchita” (Os Contos da
minha tia Panchita) o seu legado mais importante, sendo assim considerado como
um clássico da literatura infantil da Costa Rica e da América Central. Nos seus
livros pode-se apreciar uma rica linguagem poética misturada com a origem das
tradições e o
imaginário dos povos centro americanos.
Em 1921 beneficiou de uma bolsa e estudou educação pré-escolar na Sorbonne, em Paris.
imaginário dos povos centro americanos.
Em 1921 beneficiou de uma bolsa e estudou educação pré-escolar na Sorbonne, em Paris.
No seu regresso, continua o seu
compromisso político e social, participando no Partido Comunista Costarriquenho
e na Guerra Civil da Costa Rica. Em 1948 é obrigada a sair do país e vai para o exílio no México
onde morre em 1949.
Carmen Lyra é uma das escritoras
costarriquenhas mais importantes do país.
A sua imagem figura nas notas de 20 000 colones (moeda costarriquenha) e
os seus livros lêem-se em todas as creches e escolas do país. Os seus contos fazem
parte das recordações de cada costarriquenho.
Lynn Vargas Monge, aluna de nacionalidade costariquenha
3.
7. Ser capaz de escrever uma carta de reclamação
Lynn Vargas Monge, aluna de nacionalidade costariquenha
3.
Fiódor
Dostoévski
O meu escritor preferido é Fiodor Dostoévski. Para mim ele é
o número um de todos os escritores. Eu acho que ele é um escritor de Deus. Nasceu em
Moscovo, na Rússia, em 1821 e morreu em
1881. Foi uma das maiores personalidades da literatura russa e o
criador de romances psicológicos densos. Dostoévski é considerado um dos
maiores escritores de todos os tempos.
Em São Peterburgo, Dostoévski estudou
engenharia numa escola militar e entregou-se à literatura
dos grandes escritores da sua época. A primeira produção literária foi
uma tradução de Balzac quando tinha 23 anos.
O pai dele ere médico num
hospital para pessoas pobres . A
maãe era oriunda de uma família de comerciantes. Dostoévski
tinha seis irmãos e irmãs.
Em 1850 foi preso por participar em reuniões subversivas em casa de um revolucionário. Passou 10 anos na
Sibéria, onde contraiu epilepsia. Descreveu a terrível experiência no livro
“Recordações da Casa dos Mortos “ e em “Memórias de Subsolo”.
Foi casado duas vezes e teve quatro filhos.
As suas obras mostram os assuntos profundos da psicologia, filosofia, política, religião,
os segredos do mundo e a alma do homem. Ele mostra o que é o bem e o mal, a
consciência e a felicidade. Isto permitiu-lhe tornar-se um gigante entre os
romancistas. Dostoévski tem narrações muito poderosas e complexas. Por
exemplo, o livro “Crim e Castigo”, onde o jovem (o personagem principa) Raskólnikov se entrega
à polícia. É na prisão que dá os
primeiros passes para se reencontrar com
o Cristianismo.
“Os irmãos Karamasov” é um dos melhores
romances escritos e o último trabalho do escritor
Dostoévski está
reconhecido pela crítica como um dos maiores psicólogos da literatura
mundial. Publicou também contos e
novelas .
As obras famosas de Dostoévski são:
“O Idiota”
“Crime e castigo”
“Pobre gente”
“Os irmãos Karamasov”, ets.
Algumas das suas frases interessantes e profundas são:
«Sofrer a chorar significa viver»
«Amigos, peçam alegria a Deus. Sejam
alegres como as crianças e como os pássaros no céu»
«Nada serviu tanto o despotismo como as
ciências e os talentos»
«A maior felicidade é quando a pessoa
sabe porque é que e infeliz»
«Todos somos sempre responsáveis por tudo, perante todos»
«A beleza salvará o mundo»
«Ninguém se salva sozinho»
Alla
Shulyak
4.
Karel Capek
Às vezes, a história faz a obra mais famosa do que o autor. No caso do escritor checoslovaco Karel Capek (1890-1938) é mesmo assim. Pouca gente, para além dos habitantes do seu local de nascimento, o conhece. Contudo, toda a gente conhece a palavra robô inventada por ele. Capek introduziu a palavra numa peça chamada R.U.R (Rossum's Universal Robots). A peça, escrita em 1920, é uma ficção científica que concebe um mundo onde os robõs ganham importância e enfim dominam o mundo.
Capek não era mesmo um escritor de ficção científica. Esse estilo serviu como um meio de ele nos avisar sobre os perigos escondidos em certas tendências na sociedade. O R.U.R mostra os perigos de tecnologia. O livro A Guerra com Salamandras foi considerado uma crítica ao regime nazista.
O foco deste autor não era apenas a crítica sociológica. Escreveu diversos contos e livros explorando a natureza humana. Não era sempre sério, nem adulto. Quase todas as crianças checas conhecem alguns dos seus livros infantis. Os livros Cãozinho e Gatinha Dásenka contam pequenas histórias sobre animais. Nove Contos, são contos modernos para crianças.
A sua vida não foi muito alegre. As opiniões políticas criaram problemas na sua vida pessoal. Diz-se que morreu dois meses antes de a Gestapo o ter querido prender. No entanto, a sua obra continua a ter um papel importante na cultura checa e está sempre ligada ao resto do mundo por essa palavra pequena robô.
Mikolás Janota
4.
Karel Capek
Às vezes, a história faz a obra mais famosa do que o autor. No caso do escritor checoslovaco Karel Capek (1890-1938) é mesmo assim. Pouca gente, para além dos habitantes do seu local de nascimento, o conhece. Contudo, toda a gente conhece a palavra robô inventada por ele. Capek introduziu a palavra numa peça chamada R.U.R (Rossum's Universal Robots). A peça, escrita em 1920, é uma ficção científica que concebe um mundo onde os robõs ganham importância e enfim dominam o mundo.
Capek não era mesmo um escritor de ficção científica. Esse estilo serviu como um meio de ele nos avisar sobre os perigos escondidos em certas tendências na sociedade. O R.U.R mostra os perigos de tecnologia. O livro A Guerra com Salamandras foi considerado uma crítica ao regime nazista.
O foco deste autor não era apenas a crítica sociológica. Escreveu diversos contos e livros explorando a natureza humana. Não era sempre sério, nem adulto. Quase todas as crianças checas conhecem alguns dos seus livros infantis. Os livros Cãozinho e Gatinha Dásenka contam pequenas histórias sobre animais. Nove Contos, são contos modernos para crianças.
A sua vida não foi muito alegre. As opiniões políticas criaram problemas na sua vida pessoal. Diz-se que morreu dois meses antes de a Gestapo o ter querido prender. No entanto, a sua obra continua a ter um papel importante na cultura checa e está sempre ligada ao resto do mundo por essa palavra pequena robô.
Mikolás Janota
7. Ser capaz de escrever uma carta de reclamação
Lynn V. Monge
Rua Largo dos Santos 35,3º
1100-005 Lisboa
TV Cabo
Rua das Flores nº 4,11dtº
1200-026 Lisboa
Lisboa, 11 de Março de 2013
Assunto: reclamação por interrupção de serviços
Exmo(s) Senhor(es):
Venho por este meio apresentar a minha reclamação relativamente ao facto de ter sido privada de ver os diferentes canais contratados pelos vossos serviços. Tal situação já se verifica há duas semanas. No entanto, devo salientar que fui sempre pontual no pagamento do serviço.
Por esta razão, solicito que verifiquem o motivo da suspensão do serviço e que este seja restabelecido o mais rapidamente possível. Além disso, exijo que na próxima fatura me sejam deduzidos os dias em que não recebi o serviço mencionado.
Sem outro assunto
Lynn Varga Monge
Anexo: comprovativo do pagamento
8. Produzir um texto sobre cuidados de saúde e comportamentos sudáveis.
Os perigos do consumo do tabaco e do álcool.
1.
A ingestão de álcool representa vários perigos para a saúde e não só, pois um indivíduo quando ingere álcool fica incapacitado de realizar tarefas manuais ou intelectuais com competência. O álcool afeta principalmente o cérebro. Em locais frios, faz com que as pessoas se sintam quentes. Sentem-se fortes quando são fracos, por isso tentam fazer coisas que são difíceis de fazer e que não o fariam se estivessem sob o efeito do álcool. Prejudica o seu julgamento e torna-os insensíveis ao perigo, correndo riscops desnecessários e podendo causar acidentes a si próprio e aos outros.
Em pequenas quantidades, o álcool provoca descontração e euforia, e faz com que as pessoas façam e digam coisas tolas.
Ao aumentar a dose ingerida, a perda dfe controlo é cada vez maior. Se o consumo for excessivo, num curto espaço de tempo, pode levar ao estado de coma e à morte.No entanto, a maioria dos alcoólicos são consumidores crónicos, isto é, a ingestão diária de álcool torna-se um vício sem o qual o indivíduo não pode passar. Surgem, então, complicações graves, como hepatite alcoólica, cancro do fígado e doenças do sistema nervoso.
Algumas pessoas, em vez de gastarem o seu dinheiro em alimentação, roupa e abrigos para si e para a sua família, gastam-no no álcool e podem mesmo roubar para o conseguir, a fim de comprarem bebidas alcoólicas.
Outras complicações graves para a família e sociedade são a violência física e verbal que o álcool exerce sobre os que rodeiam o alcoólico. O perigo de conduzir veículos sob o efeito do excesso de álcool provoca acidentes de viação e faltas ao trabalho.
O tabaco, tal como o álcool, tem consequências graves na saúde do indivíduo. O consumo de tabaco afeta os nervos e faz com que o ritmo cardíaco seja irregular. O fumador morre cada vez mais cedo, pois sofre de doenças cardiovasculares e contrai cancros diversos, como o da boca, laringe e do pulmão. O cancro do pulmão é a principal consequência do consumo do tabaco.
Os malefícios do tabaco também são sentidos pelos não fumadores. Os fumadores passivos são pessoas não fumadoras que trabalham ou convivem com fumadores, ou inalam esse fumo, contraem bronquites, asma e também cancro do pulmão. O fumo impede a passagem do ar e causa tosse crónica, cancro e pode mesmo levar à morte.E o pior de tudo, é que o hábito faz com que seja difícil parar de fumar, de modo que para parar de fumar só com esforço, persistência e muita vontade. Algumas pessoas acham que é impossível deixar de fumar.
Por esta razão, é cada vez mais necessário, que nos locais públicos como cafés, restaurantes,cinemas e centros comerciais, se respeitem os direitos do não fumador.
A Viburnum
vermelha é um dos símbolos da Ucrânia.
Quase todas as árvores na Ucrânia estão ligadas a crenças ou a algumas ideias. As árvores, os arbustos, as flores foram sempre personagens únicos e maravilhosos. "Sem salgueiro e Viburnum não há Ucrânia", - diz o provérbio.
Pensavam,
que a viburnum tinha o amor de mãe e a sabedoria.
Tradicionalmente,
em aldeias ucranianas a viburnum é plantada perto dos poços de água. Usa-se
não só para decorar o lugar, mas também manter a água fresca.
A
viburnum nas canções do povo é um símbolo do amor. As Delicadas flores brancas
eram comparadas com ternura ao amor, as bagas vermelhas - com a chama da paixão
e o seu sabor amargo - a amargura da perda do amor.
As
pessoas respeitam a Viburnum por tratar várias doenças e o seu sumo mata
bem a sede.
É pena que a comida de Espanha seja conhecida só pela “paella”, a “tortilla” e pela “sangria”, há tantas boas refeições que os estrangeiros perdem por esse desconhecimento. Os pratos de colher, as Sopas de Alho, o Cocido, o Rabo de Toro, o Salmorejo, Atún a la riojana, Conejo al ajillo, Bacalao al Pip-Pil, Callos, Cochinillo, ... Que essas delícias sejam desconhecidas fora de Espanha é mesmo digno de pecado.
A mesma coisa acontece com a música, os nossos grandes músicos são o Camaron, o Enrique Morente, a Lola Flores, se é que estamos a falar de Flamenco. O Camaron revolucionou o Flamenco, abriu-o a todos os públicos, fê-lo sair do país, conhecer-se pelo mundo, com a ajuda de Paco de Lucía, o nosso melhor guitarrista e um dos mais importantes do mundo.
O Enrique
Morente continuou com o legado do Camarón e fez uma fusão com outras músicas, como o
rock progressivo ou inclusivé a música africana.
Mas Espanha não é só Flamenco, a nossa música é variada, vai desde a Copla, a Zarzuela, a clássica como o Concerto de Aranjuez do Maestro Rodrigo, as músicas celtas, a Txalaparta vasca, o folclore dos povos de todas a províncias de Espanha, a rumba catalana, o rock dos anos 80. Mas além disso, sem descuidar grandes músicos como o são, Juan Manuel Serrat, Joaquín Sabina, Luis Eduardo Aute, os nossos grandes cantores, compositores, as nossas grandes vozes. Mas acontece como em todos os outros países, que fora do nosso país, só se conhece o Alejandro Sanz, o Rafael, o Julio Iglesias, o seu filho, e músicos da televisão.
Mas Espanha não é só Flamenco, a nossa música é variada, vai desde a Copla, a Zarzuela, a clássica como o Concerto de Aranjuez do Maestro Rodrigo, as músicas celtas, a Txalaparta vasca, o folclore dos povos de todas a províncias de Espanha, a rumba catalana, o rock dos anos 80. Mas além disso, sem descuidar grandes músicos como o são, Juan Manuel Serrat, Joaquín Sabina, Luis Eduardo Aute, os nossos grandes cantores, compositores, as nossas grandes vozes. Mas acontece como em todos os outros países, que fora do nosso país, só se conhece o Alejandro Sanz, o Rafael, o Julio Iglesias, o seu filho, e músicos da televisão.
Anteriormente falei de “Flamenco cantado ou musical, mas a Lola Flores, La
Farruca, além de cantarem, bailavam, agora o Joaquín Cortés, a Cristina Hoyos, a
Sara Baras, a Carmen Amaya são grandes nomes de magníficos espectáculos.
Espanha também tem um cinema incrível, desde mestres como o Buñuel, o Luís García Berlanga ou Carlos Saura. Anos depois chegaram grandes realizadores como, dos mais conhecidos Pedro Almodóvar, Alejandro Amenábar, José Luis Garci, ou outros a meu ver muito melhores e desconhecidos como Julio Medem, Álex de la Iglesia, Fernando León de Aranoa ou Achero Mañas, entre muitos outros. Actores, que se calhar, todos conhecem como são o Javier Bardem, Penélope Cruz, ou os menos conhecidos fora de Espanha como as atrizes Ariadna Gil, Maribel Verdú, Verónica Forqué, Candela Peña, Victoria Abril, Marisa Paredes, Ingrid Rubio, Chus Lampreade...
Actores como Jordí Mollá, Sergi López, Juan Diego, Karra Erejalde,ou Luis Tosar, Alberto San Juan, Imanol Arias.
Mas também falar de Espanha é falar de noites sem dormir, de bares e discotecas que não fecham durante toda a noite, de dar um passeio pelas grandes urbes como Madrid, Barcelona, Valencia, Bilbao e às 3 da madrugada não poder apanhar nenhum taxi pois estão todos cheios.
Madrid, ou mesmo Benidorm. São cidades como essas que não fecham,onde se pode sair de dia e voltar de dia, sempre que haja dinheiro para isso. Música, lindas raparigas, rapazes, concertos, dj´s, ruas cheias, copos, risos fazem de Espanha um país a visitar.
Espanha também é desporto como a Fórmula 1, as motos, o ténis, as competições de ski, de veleiros... Tudo sem esquecer o futebol, esse desporto pelo qual podes ir a qualquer país do mundo e sabem todos os nomes dos jogadores do Real Madrid, do Barcelona, que nem eu sei. Mas na actualidade também é conhecida pela arquitetura como Calatrava, Patxi Mangado, Alberto Campo Baeza, Alejandro Zaera, Estudio Lamela, Nieto y Sobejano, Rafael Moneo. Ou os que lutam por algo mais arriscado como Santiago Cirugeda.
Artistas plásticos como o Dalí, o Antoni Tàpies o grande percursor da pintura abstrata, o Miquel Barceló, e nomes mais novos como Santiago Sierra, o Francesc Torres, o Chema Madoz, o Isidoro Valcárcel, o Antoni Muntadas, a Dora García, o Rogelio López Cuenca, o Fernando Sánchez Castillo, a Eulalia Valdosera, a Esther Ferrer que revolucionou a "performance"... E os grandes desconecidos como o Félix Fernández, o Sergio Ojeda, o Daniel Silvo, a Paula Rubio Infante, o Andrés Senra...
Espanha também tem um cinema incrível, desde mestres como o Buñuel, o Luís García Berlanga ou Carlos Saura. Anos depois chegaram grandes realizadores como, dos mais conhecidos Pedro Almodóvar, Alejandro Amenábar, José Luis Garci, ou outros a meu ver muito melhores e desconhecidos como Julio Medem, Álex de la Iglesia, Fernando León de Aranoa ou Achero Mañas, entre muitos outros. Actores, que se calhar, todos conhecem como são o Javier Bardem, Penélope Cruz, ou os menos conhecidos fora de Espanha como as atrizes Ariadna Gil, Maribel Verdú, Verónica Forqué, Candela Peña, Victoria Abril, Marisa Paredes, Ingrid Rubio, Chus Lampreade...
Actores como Jordí Mollá, Sergi López, Juan Diego, Karra Erejalde,ou Luis Tosar, Alberto San Juan, Imanol Arias.
Mas também falar de Espanha é falar de noites sem dormir, de bares e discotecas que não fecham durante toda a noite, de dar um passeio pelas grandes urbes como Madrid, Barcelona, Valencia, Bilbao e às 3 da madrugada não poder apanhar nenhum taxi pois estão todos cheios.
Madrid, ou mesmo Benidorm. São cidades como essas que não fecham,onde se pode sair de dia e voltar de dia, sempre que haja dinheiro para isso. Música, lindas raparigas, rapazes, concertos, dj´s, ruas cheias, copos, risos fazem de Espanha um país a visitar.
Espanha também é desporto como a Fórmula 1, as motos, o ténis, as competições de ski, de veleiros... Tudo sem esquecer o futebol, esse desporto pelo qual podes ir a qualquer país do mundo e sabem todos os nomes dos jogadores do Real Madrid, do Barcelona, que nem eu sei. Mas na actualidade também é conhecida pela arquitetura como Calatrava, Patxi Mangado, Alberto Campo Baeza, Alejandro Zaera, Estudio Lamela, Nieto y Sobejano, Rafael Moneo. Ou os que lutam por algo mais arriscado como Santiago Cirugeda.
Artistas plásticos como o Dalí, o Antoni Tàpies o grande percursor da pintura abstrata, o Miquel Barceló, e nomes mais novos como Santiago Sierra, o Francesc Torres, o Chema Madoz, o Isidoro Valcárcel, o Antoni Muntadas, a Dora García, o Rogelio López Cuenca, o Fernando Sánchez Castillo, a Eulalia Valdosera, a Esther Ferrer que revolucionou a "performance"... E os grandes desconecidos como o Félix Fernández, o Sergio Ojeda, o Daniel Silvo, a Paula Rubio Infante, o Andrés Senra...
Eva Dominguez Gonzalez
ÍCONES DA CULTURA COSTARRIQUENHA
O facto da Costa Rica ser um país muito
jovem e pequeno,não quer dizer que os governantes não tivessem tido a preocupação de resgatarem a
cultura dos seus povos originais (anteriores à colonização espanhola) e negarem a entrada das culturas minoritárias. Isso dificulta a identificação de ícones
identitários da cultura costarriquenha.
Por outra lado, a Costa Rica faz parte
da mesoamérica, onde a cultura do norte da américa se cruza com a cultura do
sul, apresentando assim elementos das duas partes.
Além disso, criou-se um imaginário
coletivo, onde se encerram elementos do passado que representam o que foi a
Costa Rica mas não o que é hoje, sendo para mim muito importante referennciar os
dois tipos de símbolos, o folclore e o contemporâneo.
Dentro das características do folclore
costarriquenho salientam-se os seguintes símbolos:
O CARRETO
TÍPICO:
O transporte consistia num carrinho
simples com rodas muito fortes e firmes para passar bem pelo barro na estação
de chuva.
Os camponeses costumavam fazer desenhos
muito simples, desginadamente
estrelas nas rodas, até evoluirem
e chegarem a ser verdadeiras obras de
arte.
O carreto típico foi declarado, em 2005 pela UNESCO, património intangivel e oral do mundo.
Documentário sobre os carretos de
Sarchí: http://www.youtube.com/watch?v=jQulI2KO7BU
Instrumento musical que chegou à Guatemala nos tempos em que era colónia. Representa um ícone musical muito
importante da zona norte do país (Guanacaste), onde as atividades artísticas e
culturais giram à sua volta.
Um exemplo da importância da marimba nas
atividades do norte:
No entanto, os elementos que acho que são
representativos da cultura contemporânea costarriquenha são:
O SWING CRIOULO:
Dança popular desenvolvida
exclusivamente na Costa Rica, surgiu nos anos 60 como resultado da mistura
entre o swing estadunidense e a cumbia colombiana. Tem a sua origem nos
bailaricos das classes baixas. Mesmo que fosse considerada uma dança vulgar e
ralé, já nos anos 70 era muito popular
tal como atualmente.
A dança não tem nada a ver com o swing e
caracteriza-se por ser dançado entre 2
pessoas ou mais, com passos pequenos e rápidos, saltos e voltas.
A PRONÚNCIA DO
“ERRE”
Os costarriquenhos, nomeadamente da
parte central do país, costumam pronunciar o “rr” de maneira diferente do
resto dos hispanofalantes e pronunciam-na
como uma consoante aproximada,como se faz nos países anglófonos.
Pelo facto de ter protegido 25% da
floresta do seu território, a Costa Rica converteu-se num dos destinos eco-turísticos mais conhecidas no mundo.
Tem uma posição geográfica
privilegiada, 6 meses de estação seca,
assim como montanhas, vulcões, praias, 6 tipos de florestas e 7 microclimas
diferentes, tudo distruibuído nos 51100 km2.
SEM EXÉRCITO:
Depois da Guerra Civil de 1948 é que o
Presidente Figueres Ferres aboliu,por lei, o exército nacional, dando prioridade à segurança e à educação e dando ao
país uma das democracias mais sólidas da América Latina.
Este ato foi sem dúvida um dos marcos históricos mais significativos da
identidade costarriquenha.
Lynn Vargas Monge
Ícones da cultura russa
Matrioshka
É um brinquedo tradicional da Rússia que inclui outras bonecas iguais mais pequenas. É feito de madeira e pintado à mão. A quantidade das bonecas é três ou mais. Quase sempre têm uma forma oval com o fundo chato e com duas partes: a superior e a inferior. É tradicional pintar uma mulher com xaile. Atualmente surgiram muitos temas: homens públicos, heróis de lendas, de fadas e muitos outros. É verdade que esse trabalho é difícil. Quando terminei o meu curso universitário já tinha pintado matrioshkas. E acho que o mais difícil é pintar a penúltima boneca, pelo motivo dessa boneca ser pintada como as anteriores, com toda a minuciosidade, mas essa boneca é muito pequena.É verdade que a última boneca é a mais pequena, mas pode ser pintada de uma forma mais simples, esquematicamente.
A meu ver, a matrioshka é a boneca mais famosa do mundo, por eu a ter visto em muitos países, incluindo Portugal.
Vodka
É uma bebida alcoólica que tem 40 graus. A wikipedia portuguesa diz : "Russo - bebidas muito suaves de sabor marcante e agradável, marcado por uma sensção de ardor depois de ingerida. Mas eu não concordo com isso, pelo facto do sabor da vodka, para mim, ser muito forte e desagradável. Mas há muitas pessoas que gostam.
A vodka existe na Rússia já há muito tempo, mas a data de origem é incerta. No século XVI se destilava o álcool. No início, a palavra vodka significava uma infusão de ervas ou bagas com álcool muito forte. Essa palavra adquiriu o sentido atual no século XIX.
Daniela Rus
Íconos Ortodoxos
Íconos Ortodoxos
O estilo bizantino da pintura dos ícones é muito importante para a fé ortodoxa e destaca-se pela simplicidade e fluidez das linhas, pela diversidade cromática e pela representação estilizada das formas. Para os cristãos ortodoxos, a complexidade e a profundidade da simbiologia, bem como a luz que emana, dos ícones, "envolve e alma e aproxima-a da divindade".
Ícones sobre vidro
Na vila de Nicula, que fica situada a 45km a nordeste de Cluj, há um ícone da Virgem a chorar, que está numa pequena igreja de madeira, num convento. Este ícone é milagroso e atrai muitas peregrinações. É o ícone mais antigo feito sobre vidro. É tradição cada casa ter uma galeri de ícones bem juntos uns dos outros para chamar a proteção dos santos. Nos ícones de vidro está presente a liberdade de expressão, de execução, as cores alegres, a representação das plantas, a sinceridade.
Cristo Panto Crator
Mosaico da Basílica de Santa Sofia
A arte bizantina refere-se às manifestações artísticas próprias do Império Bizantino. A cidade de Constantinopla, capital do Império Romano do Oriente, foi o mais importante centro artístico deste período. As suas principais influ~encias são:
- influências da cultura greco-romana e oriental misturando vários aspetos culturais
- estilo artístico com presença marcante no uso das cores
- presença marcante de temas religiosos
Esta pintura influenciou a pintura dos ícones romenos. O tema religioso predomina, principalmente a pintura das imagens de Cristo e da Virgem Maria.
Cavalo Hutzul
É um tipo de cavalo pequeno, de montanha. Encontra-se nas montanhas do Norte da Moldavia, Malin etc. Este cavalo assemelha-se ao cavalo selvagem da pré-história, cujo habitat se estendia de Espanha à Rússia. Era levado para o trabalho e foi usado como besta de carga. Suporta as mais severas adversidades, daí a sua força, poder e robustez. Ao contrário de outras raças de cavalos pequenos, o cavalo hutzul raramente foi cruzado com outras raças de cavalos. É muito alegre, dura muitos anos e é muito apreciado nas regiões de montanha. Em 1994 foi fundada a federação Internacional de Hutzuls, cujo objetivo principal é a preservação desta raça.
Cavalo de raça Lipizzaner
A Roménia é um país com castelos majestosos, cidades medievais e paisagens deslumbrantes. A Transilvânia é uma região histórica da Roménia, situada no interior dos Cárpatos.
Nessa região encontra-se uma raça de cavalos que nos leva a explorar as montanhas e as florestas dos Cárpatos, os lugares mais selvagens, ou a fazer passeios a cavalo.
Taiga Vasile
10. Ser capaz de escrever uma mensagem eletrónica
Exma Sra:
Venho por este meio contactá-la a fim de solicitar informações sobre o curso de português para estrangeiros, que vai decorrer no próximo verão na faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Gostava de frequentar este curso, mas antes de formalizar a candidatura precisava de saber o preço exato dos cursos com a duração de 40 horas. Por outro lado, gostava que me facultasse o email do professor responsável do nível B2 a fim de concretizar o horário. Caso não haja cursos de nível B2, gostava de saber se têm uma turma de nível de língua semelhante.
Para terminar, pedia que me enviassem uma lista de alojamentos para os estudantes que eu pudesse consultar.
Aguardando por informações, despeço-me.
Com os melhores cumprimentos
Maria Oliva Rodrigo (aluna de nacionalidade espanhola)
11. Ser capaz de falar de sonhos e ambições
1. O sonho de tornar-me cidadã do mundo
11. Ser capaz de falar de sonhos e ambições
1. O sonho de tornar-me cidadã do mundo
Eu cresci entre a chuva e as montanhas, na capital da Costa Rica, mas numa zona verdadeiramente selvagem. Procedente de uma família em que, a maioria, emigrou para os Estados Unidos, cresci com a ideia de que podia fazer qualquer coisa que eu quisesse.
Em pequena, a minha mãe envia-me para os Estados Unidos durante as férias de verão e, ao fazer 12 anos, descobri que os EUA era uma sociedade que não me interessava muito e que eu queria viajar para outras latitudes.
Também descobri, muito cedo, que gostava de línguas e aos 15 anos comecei a estudar português no Centro de Estudos Brasileiro na Costa Rica, para que, quando terminasse as aulas pudesse ir ao Brasil. Foi assim que, quando terminei a escola secundária, fiz as malas e embarquei numa aventura de 4 meses pelo Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. Esse foi o primeiro grande sonho que realizei e lembro-me de sentir que tinha o mundo na mão e que podia fazer tudo o que eu quisesse.
Aos 9 anos comecei a dançar e, assim, como era muito nova, soube o que era ter uma paixão forte por alguma coisa. Aos 18 anos comecei os estudos em Dança Contemporânea na Universidade Nacional da Costa Rica. Mas esse não era o petrcurso que a minha mãe tinha planeado para mim. Para que ela me deixasse continuar o curso de Dança, fiz o curso de Gestão de Empresas simultaneamente.
Aos 24 anos já estava a estagiar numa das principais companhias de dança da Costa Rica - Dança Universitária - e viajei pela primeira vez para participar em festivais de dança europeus.
Dois anos depois tive a oportunidade de trabalhar no sul de França, o que me abriu as portas para viajar pela Europa. quando eu regressei à Costa Rica, fiquei com a sensação de que ainda não tinha visto o mundo. Assim que estudei francês, apresentei os testes de língua para ingressar numa universidade em França e fui aceite em Lille e Strasbourgo.
Mais uma vez fiz as malas e instalei-me no norte da França, onde morei, estudei e trabalhei durante 2 anos.
Uma vez de férias, pelas ruas de Lisboa, fiquei apaixonada pela cidade e quis cá viver. Mais uma vez fiz as minhas malas e fiz um estágio, onde fiz a minha investigação para a minha tese.
Atualmente, encontro-me no processo de apresentar a minha tese e de obter o mestrado em Relações Interculturais e Cooperação Internacional.
Portugal deu-me a oportunidade de renovar a minha relação com a dança, estando a planear diversos projetos artísticos.
Mesmo que eu tenha realizado todos os objetivos que tinha fixado para a minha vida, agora estou a aproveitá-la livremente, sem planos muito rígidos.
Quando eu acabar o curso, vou viajar por Portugal e quem sabe, talvez arranje um trabalho em Lisboa e lance raízes neste país.
Lynn V. Monge
2. A história da emigração do Mohamed
Vou contar a história do Mohamed. O Mohamed é um amigo meu, oriundo da Síria e que agora vive na Alemanha.
Há dez anos, o Mohamed tinha 25 anos, vivia em Aleppo e decidiu emigrar da Síria por falta de perspetivas.
Para entrar na "Fortaleza-Europa", utilizou um truque: inscreveu-se numa feira de agricultura que teve lugar em Paris e resultou. Obteve um visto de turista por alguns meses. Assim que chegou a França, viajou para a Alemanha e ali solicitou asilo. Mas o pedido foi rejeitado. Por não ter apresentado o nome verdadeiro, as autoridades alemãs não o puderam expulsar. Assim, nos últimos anos, o Mohamed tem vivido na Alemanha sob condições difíceis pelo facto de haver várias leis racistas na Alemanha. Foi-lhe proibido viajar, trabalhar e escolher livremente um local para viver. Recebeu uma habitação em péssimas condições e alimentação básica. Embora tenha passado por situações muito tristes, o Mohamed não desistiu e aprendeu a língua alemã.
Enquanto o conflito na Síria aumentava, o Mohamed teve a oportunidade de legalizar a sua situação na Alemanha. Deu a conhecer às autoridades o seu verdadeiro nome e não foi expulso para a sua terra natal por causa da guerra civil e agora é refugiado registado. Há alguns meses que tem uma autorização de permanência na União Europeia e já pode trabalhar e viajar. Assim que conseguir arranjar trabalho permanente, vai receber uma autorização de permanência sem restrições.
Ultimamente enquanto a situação do Mohamed tem melhorado, a família tem sofrido com a guerra. Às vezes, não tem nenhuma informação deles durante semanas. Tem esperança de os ver, no verão, na Turquia.
Barbara Neumann
3. Quando eu tinha 27 anos de idade, vim da Roménia para Portugal pensando numa vida melhor e tendo como sonho poder comprar uma casa no meu país.
Pensava que ia encontrar trabalho logo que chegasse, mas não foi isso que aconteceu. Não sabia falar português e pensei até voltar para o meu país.
Apesar das dificuldades que passei no início, passados uns meses, encontrei trabalho e dei um rumo na minha vida.
Passado algum tempo, trouxe para Portugal o meu filho que tinha ficado com os meus pais e matriculei-o na escola.
O meu marido também condeguiu trabalho e e anos mais tarde comprámos a nossa casa na Roménia.
Depois tivémos a nossa filha, mas como a nossa vida passou a ser em Portugal e os amigos também cá estavam, não pensava regressar tão depressa à Roménia, mesmo que tivesse comprado casa lá.
Mas a vida, às vezes, não é como nós queremos. O meu marido quis que nós regressássemos à Roménia. Apesar de eu não querer, voltámos todos para lá. Passado pouco tempo, a nossa filha ficou doente e não se deu com o clima. Tomei a decisão certa e voltei para Portugal com ela. O meu filho voltou também e fizémos a vida aqui os três.
Logo que cheguei, arranjei emprego e aluguei uma casa. Matriculei a minha filha na escola e o meu filho arranjou também emprego.
Dia após dia, encontro forças para seguir em frente e ultrapassar as dificuladades da vida e os meus filhos dão-me força e apoio. Como os meus filhos já têm a nacionalidade portuguesa, logo que eu acabar o curso de +português vou pedir a nacionalidade portuguesa.
Já concretizei um dos meus sonhos que foi vender a minha casa na Roménia, comprar outra noutro lugar lá e ter dinheiro para uma entrada de uma casa cá. Quando tiver alguma resposta do banco, vou concretizar mais um sonho, que é o de comprar uma casa aqui, em Lisboa.
Logo a seguir vou tirara mais um curso e procurar um trabalho melhor.Acho que nos estão sempre a aparecer sonhos que nós queremos realizar e há sempre algo que fica por realizar.
Daniela Rus
4. O meu presente e os meus sonhos
Quando se fala de sonhos, há uma ideia que tem de estar sempre presente - todas as pessoas têm o poder de tornar os seus sonhos realidade.
Se eu acreditasse no destino, eu diria que era caprichoso, porque a minha viagem a São Francisco terminou em Lisboa, vivendo meio ano em França. O mais engraçado é que eu gosto muito mais da minha nova vida aqui do que aquela que eu poderia ter tido se tivesse ficado nos Estados Unidos.
Agora moro na Graça, num bairro, num verdadeiro bairro, onde falamos com os vizinhos, fazemos compras nas lojas de rua e onde tudo acontece devagar. O facto de poder olhar para a vida assim, devagar, deu-me a oportunidade de reformular a minha ideia de felicidade. O que é que eu tinha conseguido na minha vida e o que é que eu ia conseguir no futuro.
Já tinha uma ideia na cabeça que era a arte e a criatividade que iam ser os motores da minha nova vida, ou pelo menos eu tinha de tentar fazê-lo. Comecei a fazer a minha web como fotógrafo, www.fedenogales.com, mas o mais importante é que vou escrever um livro.
Há muito tempo que gosto de literatura, mas não como leitor. Gosto mesmo de escrever e é por isso que estou à procura de uns factos da história de Portugal e de desenvolver a história de um rapaz que veio morara para Lisboa e que ficou apaixonado por esta cidade. No momento em que eu tiver as duas coisas, terei percorrido metade do meu caminho e ficarei muitas horas no computador, pois tenho de continuar o meu trabalho para além de escrever o meu romance.
Por mais difícil que seja, não vou desanimar e logo que acordar amanhã de manhã, bem cedo, escreverei o argumento do meu romance em Lisboa.
Federico Nogales
______________________________________________________________
TEXTOS PRODUZIDOS PELOS ALUNOS DOS GRUPOS DE
PORTUGUÊS PARA TODOS (PPT- nível A1 / A2)
RECEITAS DOS ALUNOS
RECEITA CHINESA
Sopa de Frango e Milho
Ingredientes: 500g - frango 1 lata - cogumelos
salsa – q.b.
1 – cebola 1 – milharoca
1. Lavar
e cortar o frango em pedaços grandes;
2. Cozer
o frango numa panela;
3. Picar
a cebola, adicionar o milho e as miudezas do frango;
4. Lavar
bem os cogumelos;
5. Pôr
tudo a cozer cerca de meia hora;
6. Juntar
o frango ao milho e aos cogumelos. Temperar com sal e deixar cozinhar mais um
pouco;
7. Ao
servir a sopa, adicionar um pouco de salsa picada.
Wang Dechun (PPT 2)
RECEITA MOLDAVA
PARJOALE
Ingredientes:
500 g – carne de vaca
ou de porco 150 g – pão branco
50 g – cebolas 50 g –farinha
2 – ovos 1
– cenoura 2 dentes – alho
Salsa, sal, pimenta e óleo – q.b.
1.
Picar a carne e misturar com as cebolas,
a cenoura, o alho e a salsa (previamente cortados muito finos);
2. Juntar
o pão úmido, a pimenta, o sal e os ovos;
3. Misturar
tudo muito bem e moldar formas ovais;
4. Passar
estas por óleo, por farinha e fritar de ambos os lados até ficarem coradinhos;
5. Servir
com puré de batata, arroz ou massa.
Nadejda Toporet
(PPT 3)
RECEITA UCRANIANA
SOPA DE BETERRABA
Ingredientes: 500g – costeletas 400g – batatas 400g – couve coração
300g –
beterraba 2 – cenouras 2 –
cebolas grandes
4
dentes – alho 2 – pimentos doces 300g – feijão branco
Polpa
de tomate e salsa – q.b.
1.
Cozer numa panela de 5 litros, a carne
picada com a beterraba (cortada às tiras) e o feijão;
2.
Cortar as cebolas e as cenouras e
fritar; juntar polpa de tomate;
3.
Cortar os pimentos, a salsa e os alhos e
colocar na panela, bem como as cebolas e cenouras e deixar ferver;
4.
Ao servir, colocar uma colher de natas
sobre cada sopa.
Oleksander Bulushev
(PPT 2)
RECEITA CHECA
PASTÉIS TRDELNIK
Ingredientes (massa): 800 g – farinha 150 g – manteiga sem sal
½ chávena – açúcar em pó 5 –
gemas
30 g – levedura ½ chávena – leite
Ingredientes (recheio): 1
chávena – nozes moídas ½ chávena – açúcar granulado
1 – ovo côco ralado – q.b.
1. Misturar
o açúcar com a farinha. Fazer um buraco e introduzir a levedura com o leite.
Deixar descansar 10 minutos;
2. Derreter
a manteiga e deixar arrefecer;
3. Numa
tigela pôr as gemas e misturar bem com a manteiga;
4. Deixar
a massa levedar num local quente durante 20 minutos;
5. Barrar
um rolo de madeira com manteiga (com 7 cm de diâmetro e 60 cm de comprimento);
6. Cobrir
o rolo com a massa;
7. Esperar
10 minutos segurando as extremidades;
8. Colocar
clara de ovo e cobrir com nozes e açúcar granulado;
9. Cozinhar
no grelhador ou no forno, virando os pastéis muitas vezes até ficarem dourados
(entre 20 a 40 minutos);
10. Arrefecer
um pouco os pastéis e retirar do pau de madeira;
11. Cortar
em porções individuais (dá cerca de cinco pastéis), deitar açúcar em pó e
cobrir com nozes e côco ralado.
Alena
Batová (PPT 2)
RECEITA PAQUISTANESA
JHAL FREZI
FRANGO
Ingredientes: 6 – coxas de frango 1 – cebola picada 3 dentes - alho
1 lata – tomate picado ½ colher – “curuma” em pó
1 colher – pimenta, cominhos e caril em pó óleo – q.b.
Coentros, sal, pimenta verde (opcional) e
manteiga ou ghee* – q.b.
1. Aquecer
o óleo e refogar a cebola 3 ou 4 minutos;
2. Adicionar
as coxas de frango, sem pele e cortadas ao meio;
3. Juntar
o alho (picado) e a “curuma”; cozinhar 5 a 7 minutos;
4. Deitar
a pimenta verde ou a pimenta em pó e o sal; fritar mais ou menos 2 minutos;
5. Adicionar
o tomate e deixar fritar 5 minutos;
6. Incluir
os restantes ingredientes (cominhos, caril, coentros), misturar tudo muito bem
e deixar cozinhar 10 minutos;
7.
Retirar a tampa do tacho e aumentar o
calor para evaporar parte do líquido em excesso (cerca de 7 a 8 minutos);
8. Por
fim, pôr a manteiga ou ghee*, reduzir o
calor e deixar apurar 5 ou 7 minutos);
9. Colocar
numa travessa e servir.
*- Manteiga feita de
leite de búfalo indiano, clarificada de modo a parecer óleo.
Tariq Mahmood (PPT 3)
RECEITA ROMENA
ROLINHOS DE COUVE
LOMBARDA COM LEGUMES,
CARNE PICADA E
ARROZ
Ingredientes: 3,5 dl – óleo
2 – cebolas grandes 1 –
raminho de salsa
2 –
pimentos verm. 400g – arroz 400g – carne de porco
2 –
cenouras 200g – polpa de
tomate 2 – couves lombardas
1 –
caldo de carne sal, colorau, pimenta
branca moída – q.b.
Pôr ao lume uma panela
grande com água e sal e, quando a água começar a ferver, colocar as couves
lombardas (ou coração), uma a uma, cozinhando 10 a 15 minutos. Retirar do lume
e deixar arrefecer.
Numa frigideira aquecer
o óleo e refogar as cebolas cortadas em cubos. Depois colocar as cenouras às rodelas e os pimentos
também cortados em cubos. Deixar cozinhar 15 minutos e, a seguir, deitar a
polpa de tomate e o colorau.
Num alguidar deitar a
mistura de legumes, o arroz lavado, a carne picada, a salsa cortada, o sal e a
pimenta e misturar tudo muito bem.
Tirar as folhas de
couves, uma a uma e rechear com os legumes, o arroz e a carne picada cada uma
das folhas, formando uns rolinhos.
No fundo de uma panela,
colocam-se folhas de couves cortadas às rodelas e, por cima destas, os
rolinhos, um a um. Sobre os rolinhos, colocar um chouriço ou bacon e juntar
água. Deixar cozinhar, em lume brando, cerca de uma hora.
Viorica Tivadar (PPT 3)
RECEITA DO
GANA
ARROZ DE
TOMATE
Ingredientes:
500 g – arroz
2 – cebolas 1 – pimento verde
1 lata
– atum 3 –
tomate fresco 4 dentes – alho
200 g – feijão verde 4 - cenouras
Piri-piri,
azeite, sal, gengibre, sumo de limão ou vinho e
polpa de tomate – q.b.
1.
Refogar as cebolas, o tomate fresco, o
alho e o piri-piri com o gengibre;
2.
Deitar este refogado numa panela com
água e sal e juntar a polpa de tomate e o atum; deixar cozinhar 20 minutos;
3.
Acrescentar a água necessária para cozer
o arroz (cerca de 10 minutos);
4.
Juntar ainda o pimento, as cenouras e o
feijão verde (cortados);
5.
Depois de tudo estar cozido, colocar
numa taça e servir com salada e frango ou peixe assado temperado com sumo de
limão ou vinho.
Gladys Abena Acquah (PPT 2)
RECEITA RUSSA
PLOF
Ingredientes:
5 dl – óleo 2 – cebolas 3 – cenouras
500g –
carne de borrego (ou novilho) 300g
– arroz
6 dl –
água 2 – dentes de alho
sal, pimenta,
salsa picada – q.b.
Picar a cebola e os
dentes de alho e refogar num tacho com óleo. Cortar as cenouras às rodelas e
juntar ao refogado. Acrescentar a carne cortada em pedaços e refogar mais 5
minutos.
Depois juntar o
arroz (sem o mexer) e deitar a água, já
quente. Temperar com sal e pimenta e tapar o tacho. Deixar cozinhar tudo em
lume prando durante 10 minutos. Polvilhar com salsa picada e servir.
Ilnur Shaykhutdinov (PPT 3)
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